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A gestão de negócios na tela do celular| 10/10/2007 A cultura de vendas não será mais a mesma com a nova telefonia móvel Por Bárbara Oliveira O celular se transformou num verdadeiro canivete suíço para o consumidor final e empresas. Suas inúmeras possibilidades se ampliam dia-a-dia, passando pelo entretenimento, multimídia, internet e serviços on-line (transações bancárias, localização, tevê móvel etc.). Ultimamente, o aparelho virou um aliado do mercado corporativo. Diante do sucesso da telefonia móvel no mundo, é natural que os desenvolvedores se esmerem no lançamento de aplicações para empresas, embutindo sistemas de gestão e de automação de força de vendas, de atendimento ao cliente, gerenciamento da equipe de serviços, apoio à logística, tudo pela telinha e usando as redes de telefonia móvel. Um dos destaques apresentados na Futurecom, realizada na semana passada em Florianópolis, foi o aplicativo i-nigma, uma solução embarcada no telefone para leitura de códigos de barras bidimensionais no padrão aberto conhecido como QR Code (Quick Response Code, ou Código de Resposta Rápida). Decisão rápida – A aplicação se destina tanto para o consumidor final como para as empresas de qualquer porte e segmento. Desde que o celular tenha uma câmera, ele consegue captar a imagem do código de embalagens nas prateleiras, no estoque do estabelecimento ou de caixas de mercadorias sendo transportadas por caminhões. Além disso, por conterem informações sobre as mercadorias (composição, validade, quantidade) e ao serem lidos em tempo real, os códigos agilizam a tomada de decisões das empresas, explica o gerente de Soluções Móveis e de Gestão Empresarial da Trevisan, Leonardo Margonar. "Todas essas informações capturadas pelo celular e contidas no código de barras 2D são enviadas pelo celular, via rede da telefonia móvel GPRS (por meio de parceria com a TIM), para o sistema de gestão da empresa, já que o sistema é integrado", observa Margonar. Um dos primeiro clientes da aplicação da Trevisan é uma transportadora gaúcha que, em março, adquiriu 180 celulares licenciados com o I-nigma. A transportadora usa a rede celular para rastrear e conferir a carga e descarga de mercadorias desde a origem até o seu destino final. Segundo Ângelo Sironi, gerente de TI da transportadora, o que levava uma hora no processo de descarga da mercadoria do caminhão (por conferência manual), hoje leva 12 minutos pelo sistema automatizado. "Se algum item é extraviado, a empresa já toma conhecimento e resolve o problema", diz Sironi. No Japão, o processo de leitura de código 2D por telefones celulares já tem mais de 60 milhões de usuários, informa Margonar. O executivo lembra que a vantagem do I-nigma é que ele pode ser portado para mais de 140 modelos de celulares com câmeras e em plataformas Symbian ou Windows Mobile. A leitura do código serve para qualquer coisa, desde ele esteja estampado e possa ser capturado: como seleção automática de produtos em casa na TV; pagamento com a emissão de tickets de shows; em máquinas de auto-atendimento em supermercados. Os clientes podem adquirir os aparelhos já embarcados com a solução, cujos valores dependem da customização de cada empresa e do pacote de dados da TIM. O pacote mais barato é de R$ 9,90 por 40 MB mensais, enquanto que o de 1 GB sai por R$ 49. Imagem: Exemplo em tela de TV da solução da Trevisan: informações contidas no código de barras 2D do carro são enviadas via rede da telefonia móvel GPRS para o sistema de gestão da empresa Fonte: Diário do Comércio São Paulo ![]() Mais informações: http://www.dcomercio.com.br/ |
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